INSTITUTO TIM E AWC: TRANSFORMANDO TCCs EM STARTUPS DE TECNOLOGIA

Impacto direto no futuro da inovação brasileira

Mais de 200 alunos participantes de 20 universidades

São mais de 300 inscritos no programa

73 projetos acelerados

Com 3 grandes vencedores com vendas iniciadas

Mais de 45 mentores externos

Investimento em protótipos e aquisição de recursos

Startups já faturando no primeiro ano

Investimento em protótipos e aquisição de recursos

O CAOS Focado é a empresa que é responsável por planejar e operacionalizar o AWC – Academic Working Capital. A iniciativa, do Instituto TIM, transforma trabalhos de conclusão de curso de alunos de todo o Brasil em uma grande oportunidade para empreender e inovar. Todos os anos, milhares de TCCs com um potencial enorme para se tornar negócios, mas sem nunca haver uma continuidade. Por outro lado, algumas excessões ganhavam o mercado de forma brilhante, como a empresa Turi, de um aluno da engenharia mecatrônica, vendida por 200 milhões de dólares para a Apple ou do 99Taxis, uma startup brasileira saída da faculdade.

Empreender no Brasil não é fácil, e a história de muitos alunos poderia ter terminado na realidade de muitos que passam por uma faculdade: ter uma ideia ou uma tecnologia que não deu certo como negócio.

Com somente 3 anos de existência, o programa AWC tem sido reconhecido como uma das melhores apostas de desenvolvimento de startups na universidade

Equipe se empolga por construído um robô que se locomove com equilíbrio pendular

“Um bom mentor nesse tipo de contexto precisa garantir que os alunos estejam: (i) falando com as pessoas certas, (ii) fazendo as perguntas certas para essas pessoas, e (iii) aprendendo com o processo, sendo que aprender significa transformar os dados para compreender comportamentos e conectar isso com a proposta de valor do negócio”.

O Instituto TIM, aliado ao CAOS Focado e ao professor Marcos Barreto, da USP, traçaram os caminhos do que poderia ser feito para ajudar alunos de último ano a empreender com suas soluções tecnológicas. Dessa parceria surgiu o programa AWC, também com suporte da La Fabbrica. O sonho estava definido e a premissa era básica: precisamos oferecer, a alunos desenvolvendo TCCs nas engenharias ou ciências exatas de universidades de todo o país suporte financeiro para a prototipagem, orientação com mentores especializados, workshops com capacitação presencial, tudo isso culminando com uma feira de investimento no final. Com esse programa de 1 ano, conseguia-se um apoio que raramente se encontra no Brasil: financiamento para os projetos de modo a garantir aporte financeiro, sem equity (participação societária) envolvido, basicamente pensando em democratizar a ciência, tecnologia e inovação para a promoção do desenvolvimento do Brasil (missão central do Instituto TIM). Isso permitiu um dos grandes diferenciais do programa: projetos de alunos chegando a receber o apoio de cerca de 25 mil reais para desenvolvimento do protótipo e avanço do negócio. O programa também tem obtido reconhecimento internacional, com um estudo divulgado na Europa e outro artigo em congresso internacional de aprendizagem baseada em problemas.

Coordenado por um Professor Dr. da Poli-USP, um mestre pela Poli-USP, um mestrando do ITA, um doutorando da FEA-USP e um comunicador especialista em Publicidade de Propaganda da ESPM-SP, o programa se baseou em diversas metodologias (algumas de design de produto, outras de desenvolvimento de startups) e os coordenadores buscaram referências de programas do MIT, de Berkeley, SEED-MG, Stanford e outros, sendo o objetivo deste post mastigar alguns pontos-chave que possam vir a ser replicados em programas de diversos outros locais do Brasil.

Metodologias e aprendizados: Flipped classroom com tecnologia

Acreditamos que o aluno precisa se tornar protagonista e podemos utilizar tecnologias para empoderá-lo. Nessa crença de aprendizagem vivencial, foi proposto o modelo de flipped classroom – alunos desenvolvem seus projetos e vão à frente apresentar, enquanto mentores sentam-se na posição de alunos e vão trazendo suas provocações individuais. Houve muitos ganhos com tecnologia, usando plataformas de comunicação e compartilhamento já existentes e muito efetivas, como Slack, Google Drive e Hangouts. Com essa estrutura semi-presencial, o AWC foi capaz de chegar no Brasil inteiro, tendo a mesma dinâmica online em tempo real envolvendo pessoas que moram a centenas de quilômetros de distância umas das outras.

Como superar o lapso de um TCC para um negócio real? Como projetos de alunos que são arquivados poderiam ter se tornado uma empresa? Quais processos e ferramentas devemos usar? O que consideramos como impacto baseado em alta tecnologia? Para responder a esses desafios, o programa se desdobra em trilhas diferentes de acordo com o perfil dos projetos (grandes máquinas, mecatrônica média e softwares, por exemplo) – assim orientando melhor os participantes e oferecendo conselhos melhor direcionados sem cair em uma formação genérica e mal desenhada (o que geralmente acontece em programas de aceleração intensivos em software/apps). Os participantes se apropriam, durante os workshops presenciais, de ferramentas que compõem um toolkit do programa, e são avaliados pela utilização dos mesmos (por exemplo, BMG Canvas, matriz CSD, mapa de empatia, jornada do usuário, personas e outros).

Por fim, o pensamento científico, baseado em experimentação de hipóteses é um dos elementos mais reforçado pelos coordenadores. Como há no AWC uma missão educacional, entende-se que capacitar os alunos no desenvolvimento desse pensamento científico é chave – e isso norteia todas as atividades do programa. Na prática: não há um especialista (ou pseudo-especialista) que dite regras no programa, todos os pontos são hipóteses e somente os dados que você obtém de experimentos, protótipos, entrevistas e outros podem fundamentar sua decisão.

WhatsApp Image 2017-02-01 at 00.04.32Alunos, mentores e investidores da 3ª edição do AWC

A variedade de tecnologias do programa também encanta – do AWC já saíram: um sistema de detecção de coloração para próteses dentais; um sensor para minimizar problemas de úlcera por pressão em hospitais; um nanoaditivo de plásticos para a cadeia de orgânicos; impressora 3D com metal clay para jóias; biodigestor para eficiência energética industrial; app para suporte terapêutico de enxaquecas baseado em inteligência artificial; hardware para otimização de amplificadores de guitarra com sistemas analógicos e muito mais!